Reprodução Assistida | Dr. Gustavo Battistetti | Urologista

Procedimentos

Reprodução Assistida

Reprodução Assistida é todo processo reprodutivo assistido (ajudado) pela medicina e é indicada aos pacientes que não obtiveram sucesso de gravidez de forma natural após investigação e tratamentos das causas de infertilidade e também para aqueles casais nos quais a avaliação inicial já tenha demonstrado algum problema para o qual essas terapias não terão sucesso.

As duas principais técnicas de reprodução assistida são a Inseminação Intrauterina (IIU) e Fertilização in Vitro (FIV).

   1. A Inseminação Intrauterina (IIU) é um tratamento de baixa complexidade que pode ser indicado para homens com espermograma normal ou discretamente alterado. Consiste na colocação de espermatozóides diretamente no útero após estimulação ovariana.

   2. Já a Fertilização in Vitro (FIV) é quando o gameta feminino (óvulo) é fertilizado pelo gameta masculino (espermatozoide) em laboratório (fora do corpo da mulher) e então colocados no útero para o desenvolvimento. Esta técnica apresenta duas variações: a FIV convencional e a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).

Na FIV convencional os óvulos são aspirados por agulha transvaginal guiada por ultrassom após estimulação ovariana. óvulos e espermatozoides são colocados em uma placa de Petri para que a fertilização ocorra. Os embriões são incubados e cultivados por 2-3 dias e depois transferidos para a cavidade uterina. As taxas de gravidez são de 20 a 30% por ciclo.

Já na ICSI um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do citoplasma do óvulo para formar o embrião. Após isso os embriões são colocados no útero assim como na FIV convencional. A vantagem é que são necessários menos espermatozóides e proporciona aumento das taxas de fertilização com taxa de gravidez de 28 a 40% por ciclo.




Como os espermatozoides são obtidos.

Quando ocorre ausência de espermatozóides na ejaculação (azoospermia) podemos obtê-los diretamente do epidídimo (estrutura localizada posteriormente ao testiculo que coleta e armazena os espermatozoides) através de aspiração com agulha perfurando a pele do escroto (PESA: percutaneous epididymal sperm aspiration), ou por microcirurgia (MESA: microsurgical epididymal sperm aspiration). Se esses métodos falham em decorrência á baixa quantidade de espermatozoides devido falência testicular pode-se colher diretamente do testículo por biópsia convencional ou técnicas microcirurgicas (TESE: testicular exploration and sperm extraction) ou aspiração (TESA). Após a captação os espermatozoides são congelados até serem utilizados para reprodução.


Dr. Gustavo Battistetti

Formado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Residência em Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Residência de Urologia na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU).

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