Duplicidade do trato urinário superior - Gustavo Battistetti

Sistema Urinário

Duplicação do trato urinário superior

Rim duplo com ureter duplo acomete uma em cada 125 pessoas, mais frequente em mulheres que são o dobro de vezes mais acometidas do que os homens, é mais comum a ocorrência de um lado só do que nos dois lados em uma mesma pessoa e os dois lados são acometidos em igual proporção. Quando ocorre em uma pessoa o risco desta pessoa ter outras mal formações congênita associada é maior.

O rim duplo possui uma unidade superior e outra inferior que são interdependentes entre si, cada uma drenando a urina para uma pelve e um ureter próprio.

Os dois ureteres podem então apresentar-se de três formas:

  1. Juntar-se na altura da junção pielo-ureteral (inicio do ureter) para formar um único ureter (Sistema bífido);
  2. Juntar mais distalmente porem antes da entrada na bexiga (Ureter bífido);
  3. Percorrer todo o trajeto separadamente e entrar na bexiga individualmente (duplicação ureteral completa).

Sintomas:

Pode levar a sintomas de infecção de urina de repetição, dor lombar ou não apresentar sintoma algum, sendo descoberto incidentalmente em algum exames de imagem como um ultrassom, uma tomografia ou uma urografia excretora.

Complicações:

Rins duplos podem, em alguns casos, desenvolver hidronefrose (dilatação) de alguma das unidades ou de ambas devido obstruções ou refluxo de urina ocasionado pela implantação anômala do ureter na bexiga.

Ureter bífido pode desenvolver um fenômeno chamado refluxo yo-yo, que consiste na urina passando continuamente de um sistema coletor para o outro acarretando em estase de urina e predispondo á infecções.

Tratamento:

Duplicação completa ou incompleta sem complicações geralmente não requerem nenhuma intervenção. Em pacientes sintomáticos, o objetivo do tratamento é melhorar o grau de obstrução ou do refluxo, impedindo assim, a deterioração da função renal e aliviando a dor. Em alguns casos, devido a perda importante da função do rim ou de uma de suas unidades, pode ser necessário a retirada completa do rim (nefrectomia total) ou retirada da unidade acometida (nefrectomia parcial).

Dr. Gustavo Battistetti

Formado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Residência em Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Residência de Urologia na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (TiSBU).

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